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SANAS | A Indústria da Alimentação Animal rumo à Sustentabilidade

Fichas Técnicas de Matérias-primas: Conhecer o que temos, desenvolver o que queremos

Com o projeto SANAS – Segurança Alimentar, Nutrição Animal e Sustentabilidade –, implementado na região do Alentejo, a IACA dá um passo em frente na caracterização das matérias-primas mais relevantes para o desenvolvimento da sua atividade, colocando à disposição dos industriais Fichas Técnicas com informação acerca do valor nutricional de mais de duas dezenas de matérias-primas. Durante dois anos e meio analisaram-se amostras pertencentes aos grupos de cereais e derivados, oleaginosas e derivados, leguminosas nacionais, derivados de insetos e algas. O principal objetivo é perceber que matérias-primas, com valor nutricional para a alimentação animal, devem continuar a ser usadas ou devem ser desenvolvidas para que a produtividade da indústria e a sua atuação sustentável sejam realidades simultâneas.

As Fichas Técnicas de caracterização de matérias-primas constituirão uma base de dados, disponível para os fabricantes ou produtores de alimentos para animais, que os apoiará na formulação de dietas preparadas para responder aos seguintes desafios:

  • Evitar desperdício de nutrientes
  • Reduzir os níveis de excreção dos nutrientes
  • Reduzir a carga poluente ambiental
  • Reduzir a pressão crescente nos sistemas de produção animal
  • Reduzir a dependência em matérias-primas provenientes de países terceiros

Atualmente em desenvolvimento, as Fichas Técnicas analisam as matérias-primas mais utilizadas na alimentação animal, fontes proteicas alternativas e novas fontes proteicas.

No que respeita às matérias-primas de origem vegetal analisam-se matérias-primas endógenas do território português, tais como a fava, o tremoço, a ervilha e o grão-de-bico, em variedades não adequadas ao consumo humano, o que representa uma vantagem adicional na utilização destas proteaginosas que, assim, não competem com a alimentação humana pela utilização dos solos. Conta-se também como vantagem o facto de poderem contribuir para a redução das importações nacionais.

No que concerne às novas fontes proteicas são enfoque das Fichas Técnicas, os insetos e derivados e as micro e macro algas. Especificamente, são estudadas larvas de mosca BSF, e seus derivados, e farinha de tenébrio. No caso dos insetos a análise inclui testes de digestibilidade em monogástricos, nomeadamente em frangos e suínos.

Apesar de ter um grande enfoque no desenvolvimento de novas matérias-primas as Fichas Técnicas dão também relevância à caracterização de matérias-primas convencionais. Neste item incluem-se o bagaço de colza e de soja, ou a soja, entre outras importadas regularmente por Portugal para a alimentação animal e analisadas, no âmbito do projeto Qualiaca (a nível de segurança alimentar), com o qual o SANAS faz a ponte. O milho grão, trigo e cevada, de origem nacional,  são matérias-primas também analisadas.

Além das análises clássicas, as Fichas Técnicas realizadas ao abrigo do SANAS incluem a digestibilidade in vitro, o que possibilita uma avaliação do índice do valor nutritivo destas matérias-primas. De uma maneira geral as Fichas Técnicas terão uma análise dos constituintes orgânicos, do perfil de aminoácidos, da composição mineral e da digestibilidade.

A implementação do Programa SANAS é da responsabilidade da IACA e realizado em parceria com o laboratório Colaborativo FeedInov, tendo, também, a colaboração da Estação Zootécnica Nacional, da EntoGreen, da ANPROMIS, da ANPOC, da CERSUL, da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, da Estação Zootécnica de Elvas e da Allmicroalgae.

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